Polícia divulga retrato falado de suspeito de matar professora com tiro na cabeça a mando do ex da vítima na BA

Polícia Civil divulga retrato falado de suspeito de matar professora a mando do ex na Bahia  — Foto: Divulgação/Polícia Civil

De acordo com a polícia, o homem é negro, tem olhos escuros, aproximadamente 1,75 m de altura e aparenta ter 35 anos.

A Polícia Civil divulgou nesta terça-feira (12) o retrato falado do homem suspeito de matar a professora Priscila Rebeca Oliveira de Souza, de 37 anos, em Salvador. O ex-companheiro da vítima é suspeito de ser mandante do crime. Ele foi preso na última semana, mas nega o fato.

caso ocorreu no dia 5 de fevereiro. A vítima foi morta com um tiro na cabeça, após ser chamada na janela da casa onde morava, no bairro de Vila Canária. O autor do tiro, que ainda não foi identificado, fugiu após o crime.

De acordo com a polícia, o homem é negro, tem olhos escuros, aproximadamente 1,75 m de altura e aparenta ter 35 anos. No momento do crime, ele usava uma camisa social de mangas curtas e boné.

Conforme a polícia, o retrato falado foi elaborado pela Coordenação de Topografia, Modelagem e Desenho, do Departamento de Polícia Técnica (DPT), após relatos de testemunhas, que viram o suspeito na frente da casa da vítima. Ele é procurado.

Qualquer informação que possa auxiliar a polícia na identificação do autor do tiro pode ser encaminhada pelo Disque-Denúncia, no número (71) 3235-0000. Não é necessário identificar-se e o sigilo é garantido.

O crime está sob investigação do delegado Reinaldo Mangabeira, da 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central) de Salvador.

O ex-companheiro da professora foi preso no dia 8 de fevereiro, após comparecer no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado de advogados, para prestar depoimento.

Hugo Leonardo Gonçalves da Silva, de 31 anos, tinha um mandado de prisão temporária em aberto, que foi cumprido pela delegada Ana Cristina Carvalho, titular da 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central), que investiga o crime.

O homem é pai da filha mais nova da vítima, um bebê de 2 meses. Os familiares de Priscila contaram que ela enfrentava disputa contra o ex-companheiro na Justiça, para ele reconhecesse a paternidade da criança. A disputa pode ter motivado o crime. Uma audiência sobre o caso estava marcada o dia 7, mas o homem não compareceu.

A professora foi morta durante a noite, na janela do quarto onde dormia com a filha. A bebê não se feriu.

O irmão da vítima, Pablo Oliveira, contou que o suspeito de cometer o crime procurou por Priscila do lado de fora da residência, com a justificativa de que queria fazer matrícula para o filho dele em uma escola que a professora iria abrir.

Ainda de acordo com a família, Priscila foi surpreendida pelo tiro quando apareceu na janela do cômodo. Ela foi atingida na cabeça.

O irmão dela, que estava no andar de cima do imóvel, ouviu o barulho do tiro e desceu para socorrer a vítima.

Priscila chegou a ser levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro de São Marcos, de onde foi transferida para o Hospital do Subúrbio, mas não resistiu.

A professora morava em um prédio com a família. No mesmo andar do imóvel onde a vítima residia, ela abriria, no dia 6, a escola infantil. O projeto foi interrompido.

Priscila foi enterrada no dia 7 de fevereiro, na cidade de Candeias, na região metropolitana. O sepultamento foi realizado no Cemitério Memorial Vale da Saudade. Dezenas de familiares e amigos compareceram à cerimônia, sob muita comoção.

Fonte: G1 Bahia

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