Juíza quer agilidade em perícia de acusado de matar japonesa em Londrina

Ricardo Chicarelli/Grupo Folha - Em março de 2017, idosa de 65 anos foi encontrada morta no banheiro de sua casa, na Vila NovaEncaminharam a embalagem para o Instituto de Identificação para encontrar possíveis digitais do suspeito

A juíza substituta Deborah Penna pediu rapidez ao Instituto de Criminalística de Curitiba no confronto de imagens de um ferimento no braço direito de Igor Machado da Silva, 23 anos, acusado de assassinar Teruko Kobayashi, 65, em março do ano passado. A idosa foi encontrada morta no banheiro da própria residência, na Vila Nova, área central.
A perícia será realizada na capital paranaense depois que o chefe da Criminalística de Londrina, Luciano Bucharles, comunicou que o órgão não dispõe de “equipamentos e programas adequados”. O confronto das imagens obtidas pela Polícia Civil em câmeras de monitoramento do bairro onde o crime aconteceu e as mostradas pelo réu durante audiência na 1ª Vara Criminal foi solicitado pelo Ministério Público. 

Sem o exame, o juiz Juliano Nanuncio, responsável pelo caso, soltou o rapaz. Hoje, ele é monitorado por uma tornozeleira eletrônica. Silva garantiu que a cicatriz é proveniente de “uma facada que levou durante uma briga”. A Santa Casa, hospital onde o acusado ficou internado, encaminhou cópias dos prontuários medicos à Justiça. 

Desde o início das investigações, o crime foi tratado pela 10ª Subdivisão (SDP) como latrocínio, que é o roubo seguido de morte. A idosa foi localizada com a mangueira do chuveiro enrolada no pescoço. Segundo os investigadores que atenderam a ocorrência, a residência dela estava completamente revirada, com vários móveis fora do lugar. 

No quintal da casa, os policiais apreenderam uma garrafa pet. Desconfiados, encaminharam a embalagem para o Instituto de Identificação para encontrar possíveis digitais do suspeito. Dias depois, o laudo atestou que uma das impressões pertencia à Silva, que sempre negou as acusações.

Fonte: Bonde

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