Em processo, atriz pornô acusa Trump de mentir sobre ameaças

Stormy Daniels insinua que presidente sabia de intimidação para ocultar suposto caso

NOVA YORK – A atriz pornográfica Stormy Daniels processou nesta semana Donald Trump por difamação, afirmando que o presidente dos EUA mentiu ao chamar de “totalmente fabricada” a alegação que ela fez de ter sido ameaçada para não revelar o suposto caso sexual que teria tido com ele em 2006.

O processo, impetrado num tribunal federal em Manhattan, aumenta o litígio de Stormy com Trump e seu advogado pessoal, Michael Cohen, que pagou a ela US$ 130 mil antes da eleição presidencial dos EUA em 2016 para não falar sobre o suposto encontro sexual de uma década antes.

Trump usou o Twitter em 18 de abril para reclamar de um retrato falado que o advogado da atriz, Michael Avenatti, havia divulgado no dia anterior. Esse esboço retratava um homem que Stormy disse que a atacou em um estacionamento em Las Vegas logo depois que ela concordou, em maio de 2011, em colaborar com a revista “In Touch” em uma história sobre seu suposto relacionamento com Trump.

“Um esboço anos depois sobre um homem inexistente”, escreveu Trump. “Um trabalho total, fazendo de idiota a imprensa Fake News (mas eles sabem disso)!”

Stormy afirmou que o agressor havia insistido para que ela “deixasse Trump sozinho” e “esquecesse a história”, e, depois de olhar para sua filha, disse: “É uma linda menina. Seria uma pena se algo acontecesse com ela ou com a mãe dela.” A atriz disse que o presidente sabia que seu tuíte era falso. Ela ofereceu uma recompensa de US$ 100.000 por informações sobre o homem do esboço.

“Ao chamar o incidente de ‘trabalho forjado’, a declaração de Trump seria entendida como afirmando que Stephanie Clifford (nome verdadeiro da atriz) estava fabricando o crime e a existência do agressor, ambos proibidos pelas leis de Nova York”, disse Stormy em sua denúncia.

Um juiz de Los Angeles pôs na sexta-feira a ação de Stormy contra Cohen e Trump para encerrar seu acordo de não divulgação em espera por 90 dias. O juiz citou a “probabilidade razoavelmente alta” de deixar o caso continuar ameaçando o direito constitucional de Cohen contra a autoincriminação. O advogado enfrenta uma investigação criminal em seus negócios por promotores federais em Manhattan, incluindo o pagamento a Stormy, que ele chamou de legal.

Nem os advogados de Trump e nem a Casa Branca responderam a pedidos de comentário. Cohen não foi apontado como réu na nova ação de Stormy, que busca indenizações compensatórias e punitivas, mas enfrenta um processo separado de difamação por parte da atriz.

Fonte: O Globo

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