Em greve, policiais civis prometem parar Central de Flagrantes

…paralização de atividades no Instituto de Identificação da Polícia Civil.

Policiais civis do Piauí, que estão em greve há 12 dias, realizaram nessa sexta-feira (13) um movimento de paralização de atividades no Instituto de Identificação da Polícia Civil. Na quinta-feira (12), o movimento também paralisou os atendimentos na Delegacia Geral.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Piauí, Constantino Junior, informou que durante a mobilização da Delegacia Geral não foi registrado nenhum Boletim de Ocorrência. O movimento também prepara para a próxima semana, uma paralização da Central de Flagrantes.

“Paramos o Instituto de Identificação e também a Delegacia Geral, onde o fluxo de registros de Boletins de Ocorrência é grande e não foi registrado nenhum BO enquanto estivemos lá durante a manhã de ontem”, informou o presidente. 

Agentes, escrivães e peritos da Polícia Civil participam do movimento grevista e de acordo com Constatino, 90% da categoria aderiu à greve. “Só não aderiu quem tem gratificações, porque eles preferem manter a gratificação do que ter seu próprio salário aumentado futuramente”, destacou.

Constantino promete que a paralisação de atividades vai continuar em outras unidades. “Vamos rodar outras unidades. Na Central de Flagrantes a gente quer começar por volta das 17h, porque o fluxo lá é muito grande e é maior à noite, e ficar até a madrugada. Estamos convocando a categoria para fazer nos demais distritos”.

O presidente garante que as atividades estão realmente paralisadas desde que a greve começou. “Claro, estamos mantendo 30% das atividades, de acordo com a lei. Isso na capital e interior com focos nas delegacias especializadas”.

Ele informou também que a convocação para as mobilizações estão sendo feitas através do site da instituição.

A categoria, segundo o presidente, reivindica o pagamento de reajustes dos anos de 2016 e 2017. “É pelo não cumprimento do processo de dissídio coletivo de greve de 2015, que trata reajustes de 2016, 2017 e 2018 e também para que sejam cumpridos os requisitos de diferenciação entre o maior e menor salário da classe. Queremos que o nosso salário se aproxime mais do  que o salário do delegado. Não queremos ganhar tanto quanto o delegado, mas queremos um vencimento equiparado”.

Constantino disse ainda que a diretoria do Sindicato se reunirá na próxima terça-feira para debater e definir a data de realização da próxima assembleia.

Fonte: Cidade Verde

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