Chefe de inteligência do DF que investigou Marcelo Bauer conta como descobriu paradeiro do assassino

Marcelo Bauer e a então namorada Thais Muniz Mendonça, que foi encontrada morta com facadas pelo corpo e sinal de asfixiamento por produto tóxico em matagal em Brasília; ex foi condenado pelo crime (Foto: Reprodução)
“O instituto de identificação lançou uma metodologia de projeção de envelhecimento facial. Nessa situação, nós colocamos o Marcelo Bauer como exemplo.

O delegado Celso Ferro, chefe do Serviço de Inteligência da Polícia Civil em 2000, disse à TV Globo neste sábado (14) que está contente com a prisão de Marcelo Bauer, na Alemanha. Ele trabalhavou nas investigações do caso e descobriu que o assassino havia fugido para a Europa.

Bauer cumpre pena de 14 anos desde 25 de abril no Centro Penitenciário de Bayreuth, no norte da Baviera, pelo assassinato da ex-namorada em 1987. A previsão é de que ele seja libertado apenas em 24 de abril de 2032.

Há 18 anos, Celso Ferro conseguiu identificar o paradeiro de Bauer logo depois que a polícia anunciou o uso de uma tecnologia de envelhecimento facial que facilitaria o reconhecimento dele cerca de 13 anos após o crime.

“O instituto de identificação lançou uma metodologia de projeção de envelhecimento facial. Nessa situação, nós colocamos o Marcelo Bauer como exemplo. Isso despertou a preocupação dos pais [dele], que resolveram conversar no telefone sobre isso.”

Com autorização judicial para interceptar as ligações, a Polícia Civil conseguiu ouvir a conversa em que a mãe do assassino passava o telefone do filho para o pai dele. “Aí ficamos sabendo que ele residia na Dinamarca”, contou Celso Ferro.

Encontrar a localização exata de Bauer levou cerca de 3 meses, segundo o delegado. “A partir desta informação, nós enviamos agentes de inteligência pra Dinamarca e lá nós mantivemos essa residência sob vigilância.”

“Fizemos várias imagens, diversas investigações e voltamos com a certeza de que se tratava do Marcelo Bauer. Junto com o Ministério da Justiça iniciamos todo o processo de pedido de extradição.”

Assassinato e fuga

O crime aconteceu em julho de 1987. A estudante de letras da Universidade de Brasília (UnB) Thais Muniz Mendonça, então com 19 anos, foi vista pela última vez na saída da aula. Ela não chegou a voltar para casa.

O corpo da jovem foi encontrado por bombeiros dois dias depois, em um matagal perto da 415 Norte, com sinais de 19 facadas no pescoço e um tiro na cabeça. A perícia apontou que ela também sofreu asfixia por substância tóxica.

Principal suspeito do crime, Marcelo Bauer teve a prisão preventiva decretada pouco tempo depois. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele fugiu do Brasil com a ajuda do pai – coronel que trabalhava na inteligência da Polícia Militar.

O suspeito só foi localizado 13 anos depois, em 2000, morando em Arhus, na Dinamarca. Neste momento, Bauer chegou a passar oito meses preso pela Interpol.

Ele foi encontrado com passaportes falsos, emitidos em nome de “Sinval Davi Mendes”. Logo depois, porém, o advogado dele entrou com recurso e conseguiu a soltura.

Segundo Celso Ferro, o Brasil recorreu da decisão e pediu ao governo da Dinamarca que extraditasse Bauer. Na ocasião, porém, ele já havia cruzado a fronteira do país e se refugiado na Alemanha. Lá, ele conseguiu cidadania.

Com isso, desde 2002, segundo o MPF, ele vivia em Flensburg, no norte alemão. Antes disso, logo depois que foi condenado no Brasil, Marcelo Bauer morou no Rio Grande do Sul e passou por três países da América do Sul: Argentina, Uruguai e Chile.

Principal suspeito do crime, Marcelo Bauer teve a prisão preventiva decretada pouco tempo depois. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele fugiu do Brasil com a ajuda do pai – coronel que trabalhava na inteligência da Polícia Militar.

O suspeito só foi localizado 13 anos depois, em 2000, morando em Arhus, na Dinamarca. Neste momento, Bauer chegou a passar oito meses preso pela Interpol.

Ele foi encontrado com passaportes falsos, emitidos em nome de “Sinval Davi Mendes”. Logo depois, porém, o advogado dele entrou com recurso e conseguiu a soltura.

Segundo Celso Ferro, o Brasil recorreu da decisão e pediu ao governo da Dinamarca que extraditasse Bauer. Na ocasião, porém, ele já havia cruzado a fronteira do país e se refugiado na Alemanha. Lá, ele conseguiu cidadania.

Com isso, desde 2002, segundo o MPF, ele vivia em Flensburg, no norte alemão. Antes disso, logo depois que foi condenado no Brasil, Marcelo Bauer morou no Rio Grande do Sul e passou por três países da América do Sul: Argentina, Uruguai e Chile.

Fonte: G1 DF

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